Gabriel David defende melhorias na Sapucaí em debate sobre revitalização da Praça Onze

 

Foto: Ricardo M. Ferreira.


Liesa já apresentou junto à Prefeitura do Rio de Janeiro, propostas de melhorias e ampliação no entorno do Sambódromo.


O presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Gabriel David, participou nesta terça-feira, 28, do seminário “Rio em Tempo Real: Praça Onze Maravilha”, realizado pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Durante o encontro, o dirigente destacou a importância da revitalização do entorno da Marquês de Sapucaí para o futuro do Rio Carnaval, bem como para a experiência das escolas de samba, seus componentes e seu público.

Ao plenário da Casa, Gabriel destacou a importância nacional e internacional dos desfiles (com busca por ingressos em mais de 188 países) como principal justificativa para que o projeto da Praça Onze Maravilha contemple uma série de melhorias no Sambódromo. A lista de ajustes necessários inclui demandas de sambistas e foliões, como reformas dos banheiros disponíveis no local. Há, ainda, uma série de medidas em áreas operacionais consideradas críticas, como concentração e, especialmente, dispersão.

Segundo Gabriel, a Liesa já apresentou propostas à Prefeitura do Rio para elevar o padrão do espetáculo, ampliar a segurança e qualificar a operação do evento.

“É fundamental que esse debate seja construído de forma conjunta, porque estamos falando de um projeto estratégico para a cidade e de um evento com alcance global. A revitalização do entorno é essencial, mas também precisamos olhar para o próprio equipamento e para pontos sensíveis da operação, como a dispersão. Nosso compromisso é contribuir com propostas que melhorem a experiência, ampliem a segurança e fortaleçam o Carnaval como ativo cultural, econômico e turístico do Rio”, afirmou Gabriel David, durante o evento.

Além de Gabriel David, participaram do painel o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Osmar Lima; e os vereadores Helena Vieira (PSD) e Átila Nunes (PSD). A mediação foi da jornalista Berenice Seara.


Por: Clilton Paz.

Fonte: Kátia Gonçalves - Elloo Comunicação Integrada.


Paula Fernandes traduz “30 & Poucos Anos” em figurinos que contam sua trajetória no palco

Foto: Marcos Hermes. 


 


Looks do projeto percorrem fases da carreira da artista e colocam a moda no centro da narrativa no palco. 


Os figurinos de “30 & Poucos Anos” foram parte fundamental da construção do novo projeto audiovisual de Paula Fernandes. Gravado como um marco em sua trajetória, o trabalho revisitou diferentes fases da carreira da artista por meio de encontros simbólicos e momentos pensados para a ocasião. O repertório trouxe releituras e surpresas preparadas especialmente para a gravação.

Em sintonia com o roteiro, a cenografia e as projeções, os looks foram concebidos para traduzir, visualmente, esses momentos no palco. Os figurinos assumiram função narrativa, com tecidos, cores e silhuetas, acompanhando a construção do show e reforçando a leitura de cada fase.

Desenvolvidas de forma conceitual e totalmente artesanal, as peças foram desenhadas pela stylist Letícia Oliveira e confeccionadas à mão, com participação direta de Paula em todo o processo criativo.


Para saber mais:


www.paulafernandes.com.br

www.facebook.com/OficialPaulaFernandes

www.twitter.com/PaulaFernandes7

www.instagram.com/paulafernandes

www.youtube.com/user/PaulaFernandesVEVO


Por: Clilton Paz.

Fonte: Aline Oliveira.


Dandara Vital narra a própria travessia como mulher trans em 'Raia 8'

Foto: Arquivo Pessoal/ Divulgação.
 

Autora transforma a própria trajetória em livro autobiográfico sobre corpo, memória, afeto e o processo de se reconhecer como mulher trans.


Dandara Vital estreia como autora com o lançamento de “Raia 8 – Nadando nas memórias de uma mulher trans”, obra em que transforma a própria trajetória em uma narrativa potente sobre identidade, corpo, afeto e reconstrução.

No livro, Dandara revisita a infância, a relação com a natação, as primeiras descobertas do desejo e os conflitos de crescer sem ainda conseguir nomear o que sentia. Ao longo de oito capítulos, inspirados nas raias de uma piscina, a autora conduz o leitor por diferentes fases de sua vida até o processo de se reconhecer e se afirmar como mulher trans.

“Quando as pessoas falam de transição, acham que é só de gênero. Mas a gente faz várias transições na vida. Eu conto desde a criança que descobria o corpo na água, as paixões, o desejo, até o momento em que eu me reconheço como quem sempre fui”, afirma.

A escrita começou ainda nos anos 2000, quando Dandara criou um blog para relatar, em tempo real, os desafios da própria transição. Em meio a conflitos familiares, dificuldades profissionais e experiências de vulnerabilidade, a palavra virou acolhimento, memória e sobrevivência.

“Eu escrevia tudo. Era uma forma de sobreviver emocionalmente. E as pessoas vinham, comentavam, diziam que se viam ali. Aquilo virou uma terapia para mim”, completa.

Com o tempo, sua trajetória também se consolidou nas artes, passando pelo teatro, pela produção cultural e pelo Carnaval. Foi nesse percurso que Dandara reconheceu a escrita não apenas como registro pessoal, mas como linguagem artística.

A ideia inicial era reunir lembranças em textos curtos, quase como fragmentos. Mas a força dessas memórias acabou dando forma a um livro inteiro. O capítulo final, segundo ela, foi o maior desafio.

“Eu escrevi o último capítulo mais de mil vezes, porque queria um final apoteótico. Muito inspirado no Carnaval, nessa ideia de fechamento grandioso. No fim, é um reencontro comigo mesma”.

Com linguagem direta e sensível, “Raia 8” mergulha nas múltiplas camadas da experiência de uma mulher trans, atravessando temas como pertencimento, exclusão, desejo, arte e reinvenção.


Por: Clilton Paz.

Fonte: Pedro Henrique Leite.