Unidos de Vila Isabel celebra 80 anos com feijoada neste sábado (28)

 

Foto: Divulgação.

A Unidos de Vila Isabel realiza, neste sábado (28), a partir das 13h, a comemoração pelos seus 80 anos com uma feijoada especial na quadra da escola, localizada no Boulevard 28 de Setembro, 382, em Vila Isabel.

 

A entrada para pista custa R$ 20, e o prato de feijoada será vendido por R$ 30. A grande procura antecipada resultou em camarotes e mesas esgotados.

A programação inclui apresentação da escola e participações especiais das coirmãs Unidos do Viradouro e União de Maricá, atuais campeãs, em um encontro marcado pelo clima de confraternização.

O evento também contará com a presença do presidente de honra Martinho da Vila, além de shows, apresentações de musas e ativações culturais ao longo do dia.

O presidente da escola, Luiz Guilherme, ressalta a importância da celebração: “A expectativa para os 80 anos e para a feijoada é a maior possível. É um evento emblemático que marca um grande momento da história da Vila Isabel, uma escola repleta de histórias, cultura e tradição. Nada mais justo do que uma celebração à altura, com as coirmãs, com os campeões Viradouro e Maricá, em um grande momento de confraternização. Teremos apresentação da escola, grandes shows e uma parceria com a Embratur para o lançamento da rota cultural de Vila Isabel, dos três apitos, além de um mural e diversas iniciativas pelo bairro. Será um dia repleto de atividades envolvendo a escola e a comunidade, com discursos, apresentações e muitas ações culturais. A procura está grande e será um sucesso”.

A celebração também marca o lançamento de uma rota turística cultural no bairro, em parceria com a Embratur, com ações voltadas à valorização da história e da cultura de Vila Isabel.

 

Serviço.

 

Data: 28 de março.

Horário: a partir das 13h.

Local: Quadra da Unidos de Vila Isabel (Boulevard 28 de Setembro, 382).

Entrada: R$ 20.

Feijoada: R$ 30.

 

Por: Clilton Paz.

Fonte: Jorge Lima - assessoria de imprensa.

A violência contra a mulher começa entre homens e é entre eles que deve terminar

 

Foto: Divulgação.

Toda vez que um feminicídio acontece, o país reage com indignação. Nas redes sociais surgem manifestações de revolta, autoridades prometem endurecer leis e especialistas analisam o caso sob diversas perspectivas. Passados alguns dias, porém, o assunto desaparece do debate público — até que uma nova tragédia ocupe o mesmo espaço. Essa repetição revela algo inquietante: a sociedade ainda não compreendeu plenamente onde começa o problema.

O feminicídio costuma ser tratado como uma violência que precisa ser enfrentada pelas mulheres. São elas que recebem orientações para denunciar, para reconhecer sinais de perigo ou para buscar proteção institucional.

Embora essas medidas sejam necessárias, há uma contradição evidente nesse raciocínio: a responsabilidade pela mudança continua sendo atribuída a quem sofre a violência, e não a quem a pratica. A verdade, por mais simples que pareça, raramente é colocada de forma direta no centro do debate: o feminicídio é um crime cometido majoritariamente por homens.

Se essa é a realidade, o enfrentamento dessa tragédia precisa começar justamente entre eles. Durante muito tempo, a violência doméstica foi protegida por uma espécie de pacto silencioso. Conflitos dentro de casa eram considerados assuntos privados, muitas vezes tratados com indiferença social.

Esse silêncio permitiu que comportamentos abusivos se reproduzissem ao longo de gerações sem sofrer contestação efetiva.

O feminicídio, entretanto, quase nunca surge de forma repentina. Antes do crime extremo, existe quase sempre uma sequência de comportamentos que sinalizam o risco: controle sobre a vida da parceira, ciúme obsessivo, isolamento social, ameaças ou agressões psicológicas.

Esses sinais raramente permanecem invisíveis. Amigos, colegas de trabalho ou familiares costumam perceber mudanças no comportamento do agressor. O problema é que, na maioria das vezes, ninguém intervém.

Entre homens existe uma cultura de proteção silenciosa que frequentemente impede o confronto direto com atitudes abusivas. Comentários que diminuem mulheres, discursos que associam masculinidade à posse ou ao domínio emocional ainda encontram espaço em muitos ambientes sociais.

Quando esse comportamento é tratado como algo banal, cria-se um terreno fértil para que a violência evolua. Romper esse ciclo exige uma mudança profunda na forma como os homens se posicionam diante dessas situações.

Combater o feminicídio não significa apenas apoiar campanhas ou condenar crimes depois que eles acontecem. Significa questionar comportamentos no momento em que eles aparecem. Significa recusar a naturalização do ciúme possessivo, da agressividade como demonstração de autoridade ou da ideia de que relações afetivas são espaços de controle.

Homens precisam conversar entre si sobre esse tema. Essa conversa não deve ocorrer apenas em espaços acadêmicos ou institucionais.

Ela precisa acontecer nos círculos de amizade, nas famílias, nos ambientes de trabalho e em qualquer espaço onde se formam referências de comportamento masculino. Quando atitudes abusivas deixam de ser toleradas nesses ambientes, a cultura que sustenta a violência começa a perder força.

Existe também uma dimensão educativa que não pode ser ignorada. Meninos aprendem o que significa ser homem observando os adultos ao seu redor.

Quando presenciam modelos baseados em respeito, diálogo e responsabilidade emocional, desenvolvem uma compreensão mais equilibrada das relações humanas. Quando, ao contrário, encontram referências de dominação ou agressividade, reproduzem esses padrões no futuro.

A transformação cultural necessária para enfrentar o feminicídio passa inevitavelmente por essa formação. Leis são fundamentais para punir crimes e proteger vítimas, mas nenhuma legislação, por mais rigorosa que seja, consegue substituir a mudança de mentalidade que precisa ocorrer dentro da sociedade.

O direito atua depois que a violência acontece; a cultura tem o poder de impedir que ela se torne aceitável. O feminicídio não é apenas um problema de segurança pública ou de política criminal.

Ele revela uma crise mais profunda na maneira como parte da sociedade ainda compreende relações de poder, afeto e convivência. Enquanto o enfrentamento dessa violência for tratado apenas como uma causa das mulheres, a sociedade continuará lidando com suas consequências sem atacar suas origens.

O combate ao feminicídio precisa deixar de ser apenas uma pauta de defesa feminina para se tornar também um compromisso masculino.

Porque, quando homens se calam diante da violência, o silêncio também se torna parte do problema.

E nenhuma sociedade que deseja se chamar civilizada pode aceitar que metade de sua população continue vivendo sob a ameaça de morrer simplesmente por ser mulher.

 

Por: Clilton Paz.

Artigo de Thiago de Moraes Procurador, Cientista Político, Jurista, Professor e Jornalista MTB 0091632/SP.

Carlita Rodrigues – de empreendedora a escritora

 

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Carlita é autora do livro: “Casamento de Mario Juruna com a índia xavante Janaina Calunga”.

 

            Carlita Rodrigues é uma mulher que se organizou e se preparou para a vida e para o empreendedorismo. Criada e educada para ter coragem e firmeza, reside na cidade de Minaçu, em Goiás, desde 2018.

            Mulher empreendedora criou a AgênciAPM Ovelha Cacto-Pérola, fruto da iniciativa do seu livro “Amor Próprio Mulher” (APM). “O fato de criar essa nomenclatura foi para expor os resultados práticos da pesquisa teórica, mostrar ao público-alvo como desenvolvedor seu próprio produto e marca, de forma sustentável e de maneira empreendedora”, diz.

            Atualmente, está se dedicando ao seu mais novo empreendimento, o livro “Casamento de Mario Juruna com a índia xavante Janaina Calunga”. Uma História Oral baseado no depoimento do morador histórico da Cidade de Barra do Garças, em Mato Grosso, o senhor Antônio Orlando da Silva. As fotografias que ilustram o livro foram tiradas de pontos turísticos da região mato-grossense, como: a Serra do Roncador, o Mirante de Cristo e o Discoporto. O projeto é da Pão da Nova Geração, com editoração da Agência Pêssego e Maçã LTDA.

            A história do livro se dá da seguinte forma, pois de acordo com relatos do senhor Antônio Orlando da Silva, a Índia Xavante, conhecida como Janaina Calunga era casada com o Índio Apoema, mas tinha uma ligação muito forte com Mário Juruna. Essa relação vai despertando nela uma paixão intensa, quase esquizofrênica.

Arte: Capa do livro.

No auge dessa paixão, Janaina Calunga, que era índia Xavante, acabou aceitando o pedido de casamento de Mário Juruna, mesmo estando legalmente casada com o Índio Apoema, de acordo com as leis das tribos Xavantes.

Segundo Carlita, esta minibiografia que se passa em Barra do Garças é uma narrativa que integra as ações culturais propostas no projeto da produtora “Pão da Nova Geração”, que parte de relatos de um morador histórico de Barra do Garças, o senhor Antônio Orlando da Silva. A partir deste relato o que se observa são experiências de convivência com os índios da Aldeia Xavante, onde se aprofundou nos costumes, modos de vida e desafios de sobrevivência dessa comunidade.

Para Carlita que é determinada em tudo que faz, é um retorno ao seu passado, à sua infância com sua avó e bisavó, figuras de amparo e cuidado, a arte de ler e escrever. Ao se deparar com esta narrativa, destaca o controverso e frustrante episódio envolvendo um suposto casamento entre Mario Juruna e a Índia Janaina Calunga.

Para mais detalhes desta história interessante e que faz parte do dia a dia de muita gente, Carlita não dá mais spoiler, apenas sugere comprar o livro.

 

Por: Clilton Paz.