Mileide Mihaile está de volta ao posto de rainha da bateria da Unidos da Tijuca

 

Foto: Mauro Samagaio.

Influenciadora e empresária reorganizou compromissos e reinará pelo segundo ano consecutivo à frente da Pura Cadência.

 

Acabou o mistério! Após anunciar a sua saída, Mileide Mihaile reassume o posto de rainha da bateria da Unidos da Tijuca para o Carnaval 2027. A influenciadora e empresária estará à frente da bateria Pura Cadência por mais um ano. Segundo ela, a possibilidade de deixar a escola estava relacionada a compromissos pessoais, que foram reorganizados para permitir sua continuidade na agremiação.

A decisão representa mais um capítulo de sua trajetória no samba. Mileide conta que, apesar das questões que poderiam impedir sua permanência, a vontade de continuar vivendo o Carnaval ao lado da comunidade tijucana sempre esteve presente. “Eu sei que muita gente ficou surpresa com tudo isso, mas existia uma questão pessoal que precisava da minha atenção e que, naquele momento, poderia me impedir de continuar. Foram dias de muita conversa, de tentar organizar as coisas e entender o que seria possível fazer. Felizmente, consegui remanejar e hoje posso dizer, com o coração muito feliz, que vou continuar na minha Tijuca. Meu desejo sempre foi permanecer, porque tenho um carinho enorme por essa escola, pela comunidade e por tudo o que estamos construindo juntos. Estou muito grata por ter conseguido encontrar uma maneira de conciliar e viver mais um ano dessa história”, afirma.

A permanência também tem um significado especial para a maranhense, que começou sua trajetória artística como bailarina e, ao longo dos anos, construiu uma relação cada vez mais próxima com o samba. Para Mileide, continuar no posto é uma oportunidade de dar sequência ao trabalho que vem desenvolvendo e fortalecer os laços com a comunidade.

“Eu sempre digo que ser rainha de bateria vai muito além de colocar uma fantasia e entrar na avenida. Existe uma responsabilidade muito grande com as pessoas que fazem essa escola acontecer durante o ano inteiro. Eu fui recebida com tanto carinho, aprendi tanta coisa e construí relações que quero levar para a vida. Então, poder continuar é uma felicidade. Tenho muito respeito por essa comunidade e quero seguir presente, participando, aprendendo e dando o meu melhor. Sei o quanto esse posto representa e não poderia estar mais feliz por viver tudo isso novamente”, declara.

Para o Carnaval de 2027, a Unidos da Tijuca dará continuidade à valorização da literatura brasileira com o enredo “A Cabeça do Santo”, inspirado no romance da escritora cearense Socorro Acioli, publicado em 2014. Desenvolvido pelo carnavalesco Lucas Milato, o desfile levará à Marquês de Sapucaí uma narrativa que reúne literatura, religiosidade e cultura popular, tendo como inspiração a história de uma estátua inacabada de Santo Antônio, na cidade de Caridade, no sertão do Ceará.

Natural de Imperatriz, no Maranhão, Mileide celebra a escolha do enredo, que une a valorização de uma obra da literatura nacional às tradições nordestinas. Para a influenciadora, a oportunidade de participar desse desfile torna sua permanência na escola ainda mais significativa.

“Eu acho muito bonito quando o Carnaval consegue contar histórias que fazem parte da nossa cultura e apresentar ao Brasil inteiro obras tão importantes da nossa literatura. E, neste caso, tem um significado ainda maior para mim, porque é uma história que nasce no Nordeste, que fala das nossas tradições, da nossa fé e de um povo do qual tenho muito orgulho de fazer parte. Sou maranhense, carrego minhas raízes comigo em tudo o que faço, então imagina a emoção de poder representar tudo isso na avenida? Estou muito feliz por continuar na Tijuca e por ter a oportunidade de viver um Carnaval com uma história tão especial”, conta.

Por fim, Mileide reforça que a renovação representa a oportunidade de continuar uma trajetória que considera uma das fases mais importantes de sua vida. A influenciadora também agradece o carinho recebido e afirma que pretende seguir se dedicando à preparação para o próximo desfile. “Eu estou vivendo uma fase muito bonita da minha vida e sou muito grata por tudo o que o samba tem me proporcionado. Quero aproveitar cada ensaio, cada encontro com a comunidade e cada momento dessa preparação. Tenho consciência de que estar aqui é uma responsabilidade, mas também é uma alegria que não consigo explicar. Que venha o Carnaval de 2027, porque eu estou pronta para viver mais um ano de muito trabalho, dedicação e amor pela minha Tijuca”, finaliza.

Mileide Mihaile reencontrará a comunidade tijucana nesta quinta-feira, 29 de outubro, no primeiro ensaio de rua da agremiação para o Carnaval 2027. O treino acontece a partir das 20h, na Rua Geógrafo Milton Santos (Via D1) – fundos da quadra do Santo Cristo.

Em 2027, a  Unidos da Tijuca será a segunda escola a desfilar, na segunda-feira de carnaval, pelo Grupo Especial, na Marquês de Sapucaí.

 

Por: Clilton Paz.

Fonte: Geissa Evaristo.

Chitãozinho & Xororó completam “Meninos de Roça” com lançamento do Vol. 3

 

Capa em alta resolução.

Última parte do projeto já está disponível nas plataformas e completa álbum de 19 faixas que celebra as raízes, a vida no campo e a música sertaneja.

 

Antes dos grandes palcos, das multidões e de uma trajetória que transformou a música sertaneja no Brasil, existiam dois meninos, uma família simples e uma vida cercada pelo campo. É para esse lugar de origem que Chitãozinho & Xororó voltam em “Meninos de Roça”, projeto já disponível, com o lançamento do Vol. 3 e do álbum completo nas plataformas digitais.

Com seis faixas, a última parte reúne “Fotografia”; “Foi Deus Quem Fez Você”, com Vanessa da Mata; “Amor de Primavera”, ao lado de Di Paullo & Paulino; “Apaixonado”, com Sâmi Rico; “Amargurado”, em parceria com Mayck & Lyan; e “Na Aba do Meu Chapéu”, com Traia Véia.

Mais do que revisitar referências musicais, “Meninos de Roça” olha para a própria história de Chitãozinho & Xororó e para um Brasil que sempre esteve presente na identidade da dupla. A simplicidade da vida no interior, a relação com a terra, o valor da agricultura e a importância de homens e mulheres que fazem do campo seu sustento atravessam o conceito de um trabalho que transforma lembranças em música.

Gravado em um haras em Jaguariúna, no interior de São Paulo, o audiovisual foi pensado justamente para aproximar a dupla desse universo. A inspiração está na própria infância dos irmãos, quando o milharal se transformava em plateia na imaginação de dois meninos que usavam o cabo da enxada como pedestal e sonhavam com a música. Décadas depois, a imagem ganha outro significado: o sonho cresceu, mas as raízes permaneceram.

“Chegar ao último volume dá uma felicidade muito grande. A gente acompanhou a reação do público a cada lançamento e foi muito bonito perceber o carinho com esse trabalho. ‘Meninos de Roça’ fala de onde viemos, da vida simples, da nossa família e de valores que carregamos até hoje. Agora, finalmente, todo mundo vai poder ouvir o projeto inteiro e conhecer essa história por completo”, celebra Chitãozinho.

“Foi um projeto feito com muito amor e cercado de pessoas que admiramos. Cada artista que aceitou estar com a gente trouxe um pouco da própria história e ajudou a tornar esse trabalho ainda mais especial. Só temos a agradecer a todos que participaram, acreditaram nessa ideia e, principalmente, ao público que abraçou cada lançamento. Esperamos que agora, com o álbum completo, essas músicas continuem emocionando e valorizando as nossas raízes e a música sertaneja”, completa Xororó.

Ao longo de seus três volumes, “Meninos de Roça” promove encontros com Vanessa da Mata, Almir Sater, Di Paullo & Paulino, Sâmi Rico, Matogrosso & Mathias, Mayck & Lyan, Rio Negro & Solimões e Traia Véia, reunindo diferentes histórias e momentos da música brasileira em torno das referências que ajudaram a construir a identidade de Chitãozinho & Xororó.

Com 19 faixas, “Meninos de Roça” chega completo às plataformas, encerrando um ciclo de lançamentos que, ao longo do ano, permitiu ao público descobrir aos poucos um dos trabalhos mais pessoais de Chitãozinho & Xororó.

 

Por: Clilton Paz.

Fonte: Wendell Stahl.

Projeto Criolice Celebra 16 Anos Com Feijoada Grátis Neste Sábado (19)

 

Última edição do Criolice com casa cheia em Madureira. Crédito: Projeto Criolice/Divulgação.


A novidade desta edição comemorativa serão os dois tempos de muita música e programação dedicados à valorização da cultura negra.

 

De endereço novo, mas ainda em Madureira, o projeto Criolice, que celebra a música e a identidade negra, comemora seus 16 anos de existência neste sábado, 19 de setembro, no Centro Cultural Tia Doca. A programação começa às 13h, com roda de conversa, feijoada gratuita até às 15h, e cortesia de entrada para todos os públicos até às 17h.

Celebrando 16 anos de resistência cultural, o Criolice prepara uma grande festa para marcar sua trajetória e reafirmar a importância do projeto na valorização do samba, da cultura negra e da ancestralidade. Nesta edição especial, uma das novidades será a realização de dois tempos de roda de samba, comandados por dois grupos diferentes.

A programação terá início com uma feira de empreendedorismo negro, reunindo expositores de diferentes segmentos, do artesanato à gastronomia, com forte presença de mulheres empreendedoras, também, um momento de debate em roda com o tema “Tia Doca da Portela: Ancestralidade, samba, memória e resistência das mulheres negras”, reunindo nomes importantes como Rogério Família, Jonathan Raymundo e Dandara Barbosa (Wakanda In Madureira), Jana Guinond, Déborah Medeiros e Aline Monteiro. Na sequência, o samba toma conta do espaço com um repertório marcado pela valorização da ancestralidade e por clássicos de grandes nomes da música brasileira.

Entre os homenageados no repertório estarão Candeia, Ney Lopes, Monarco, Paulinho da Viola, Nelson Cavaquinho e Dona Ivone Lara, nomes fundamentais para a história do samba. A roda também contará com canções da atualidade, promovendo um encontro entre diferentes gerações do gênero.

 

Serviço:

 

16 anos do Projeto Criolice.

Data: sábado, 19 de setembro de 2026.

Horário: a partir das 15h.

Local: Centro Cultural Tia Doca — Rua João Vicente, 219, Madureira, Rio de Janeiro (RJ).

Ingressos e cortesia: disponíveis pela Sympla.

Classificação: livre.

 

Por: Clilton Paz.

Fonte: Enildo Viola.