Conceitoh Filmes lança o 1º Festival Internacional de Curtas feitos por crianças e adolescentes com celular

 

Arte: Divulgação.

Projeto inicia oficinas presenciais em março e prevê festival para setembro.

 

A Conceitoh Filmes inicia oficialmente a fase de execução do Curtas Caxias – 1º Festival Internacional de Curtas-Metragens realizados por crianças e adolescentes utilizando um celular. O projeto entra agora na etapa final de preparação das videoaulas, que estão em fase de conclusão e, nos próximos dias, receberão recursos de acessibilidade com inclusão de Libras.

Com cronograma definido, o festival começa com as Oficinas presenciais nos meses de março e abril, que serão realizadas em escolas de diversas cidades. A proposta é ensinar noções de roteiro, linguagem audiovisual e produção de vídeo utilizando o celular como ferramenta principal, incentivando o protagonismo juvenil e a criatividade.

Nos meses de maio e junho, estarão abertas as inscrições para o envio dos filmes produzidos pelos participantes. Poderão ser inscritos curtas-metragens com duração de até 10 minutos, realizados por crianças e adolescentes utilizando o celular como principal ferramenta de captação.

Já em julho e agosto, será realizada a curadoria e seleção das obras que integrarão a mostra oficial.

O Festival Curtas Caxias acontecerá em setembro, reunindo os filmes selecionados em uma programação especial dedicada ao cinema feito pela nova geração. Em outubro, serão entregues os troféus aos participantes premiados.

O projeto reforça a importância da democratização do audiovisual, mostrando que o celular pode ser uma ferramenta de expressão artística e formação cultural quando aliado à orientação técnica e pedagógica.

O Curtas Caxias é uma iniciativa da Conceitoh Filmes, que atua no desenvolvimento de projetos culturais com foco na formação, inclusão e valorização de talentos regionais.

Todas as informações sobre o regulamento, inscrições, oficinas e cronograma completo estarão disponíveis em: www.conceitohfilmes.com.br

 

Por: Clilton Paz.

Fonte: Livia Rosa Santana.

O que aconteceu com o ritual de ir ao cinema?

 

Foto: Divulgação.

Durante muito tempo, ir ao cinema foi mais do que assistir a um filme. Era programa, ritual, experiência coletiva. Escolher a sessão, sair de casa, comprar ingresso, sentar na poltrona e esperar a sala escurecer fazia parte de um hábito que movimentava não apenas a indústria, mas também a forma como as pessoas viviam o entretenimento.

Hoje, esse ritual parece estar passando por uma mudança importante.

Nem mesmo os grandes blockbusters, com orçamentos milionários e campanhas globais, garantem mais o resultado de antes. O cinema segue movimentando cifras enormes, claro, mas já não encontra o público com a mesma facilidade. Produções caríssimas vêm ficando abaixo das expectativas, e até franquias que antes pareciam imbatíveis começam a sentir o desgaste.

Mas talvez a questão mais interessante não esteja apenas nos números. O que está em jogo também é comportamento.

Ir ao cinema ficou caro. Em muitos casos, um ingresso somado ao tradicional combo de pipoca e refrigerante transforma um passeio simples em um pequeno evento financeiro. Diante disso, muita gente faz a conta e decide que a experiência já não vale tanto quanto antes, principalmente quando o mesmo filme, ou algo parecido, estará disponível em casa em pouco tempo.

Só que não é só preço.

Há uma mudança na relação das pessoas com o tempo, com a atenção e com a convivência. O espectador que antes aceitava a experiência coletiva como parte do encanto agora encontra mais conforto no streaming, no controle remoto, na pausa para o banheiro, no sofá e no ambiente sem interrupções externas.

E isso nos leva a um ponto delicado: o comportamento dentro das salas.

Celulares acesos, conversas em voz alta, entradas e saídas constantes, falta de constrangimento diante do incômodo causado ao outro. Sempre existiu algum grau de desrespeito, mas hoje parece haver menos vergonha em ser inconveniente. E esse detalhe, que pode parecer pequeno, muda completamente a experiência.

O cinema, como espaço coletivo, depende de um pacto mínimo de presença e atenção. Quando esse pacto se rompe, ele deixa de competir apenas com o streaming e passa a competir com algo ainda mais profundo: a dificuldade contemporânea de sustentar silêncio, foco e convivência.

Talvez seja esse o centro da questão.

Mais do que a falta de bons filmes ou a força das plataformas digitais, o que está mudando é a maneira como as pessoas querem viver histórias. O cinema pede deslocamento, tempo, dinheiro, paciência e disponibilidade. E talvez uma parte do público já não queira — ou já não consiga — oferecer tudo isso.

No fim das contas, a pergunta deixa de ser apenas “por que as pessoas estão indo menos ao cinema?” e passa a ser outra: o que as pessoas estão buscando hoje quando escolhem como, onde e com quem querem viver uma experiência cultural?

Porque, quando o ritual muda, não é só o mercado que muda com ele. As pessoas também.

 

Por: Clilton Paz.

Fonte: Carlos Augusto Rodrigues.

Thainá Santos e Bia Chaves chegam para integrar o time criativo do Porto da Pedra

 

Foto: Divulgação.

Tigre de São Gonçalo aposta em dupla de enredistas para o Carnaval 2027.

 

Porto da Pedra inicia o planejamento para o Carnaval 2027 e anuncia a chegada de Thainá Santos (@thainasantosescritora) e Bia Chaves (@chavesbia) como enredistas da escola. A dupla passa a integrar o time criativo responsável pela construção do enredo que o Tigre levará para a Marquês de Sapucaí.

Escritora, palestrante e professora de escrita criativa, Thainá Santos é graduada em Serviço Social pela UFF, possui MBA em Gestão Empresarial e pós-graduação em Políticas Públicas, Direitos Humanos e Diversidade Sexual e de Gênero. Também coordena os coletivos “Mundo Afro” e “(r)existirmos” e atua na organização de obras literárias voltadas às questões raciais e sociais.

Já Bia Chaves é formada em Produção Audiovisual pela Academia Internacional de Cinema (AIC) e em Roteiro de Longa-metragem pela CAL-RJ. Em 2024, foi enredista da Portela na adaptação de “Um Defeito de Cor”, de Ana Maria Gonçalves, enredo vencedor do Estandarte de Ouro, além de atuar como jornalista, roteirista e apresentadora do podcast “Nossa Escola”.

“A Thainá e a Bia chegam para somar muito ao nosso time. São duas profissionais com trajetórias fortes na escrita e na construção de narrativas, e a gente acredita muito nessa união de olhares para pensar o nosso próximo carnaval”, destaca o presidente do Porto da Pedra, Fabrício Montibelo.

 

Por: Clilton Paz.

Fonte: Gabriel Neves.